por Paulo Faustino, nos Açores
Estrutura tem 60 metros de altura e 8000 m2 de base e o pescador desportivo que a descobriu admite ser um vestígio da Atlântida.
Um praticante de pesca desportiva encontrou há dias o que afirma ser uma grande pirâmide no fundo do mar entre as ilhas Terceira e São Miguel, nos Açores, numa descoberta que já está a ser encarada por alguns como um sinal da Atlântida, mas que o Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores relativiza.
A descoberta aconteceu quando Diocleciano Silva, veterinário de profissão, tentava encontrar zonas de pesca perto do banco D. João de Castro. Foi então que, por leitura batimétrica, localizou uma pirâmide com 60 metros de altura - cuja ponta estará a cerca de 40 metros de profundidade - e oito mil metros quadrados de área.
Para Diocleciano, o levantamento batimétrico por GPS acabaria por resultar na emocionante descoberta de uma estrutura com dimensões perfeitas e com arestas orientadas de acordo com os pontos cardeais principais, com uma perfeição comparável às pirâmides de Gizé no Egito. "Verifiquei que, naquela zona, existia um promontório que subia e descia geometricamente", salientou em declarações ao Açoriano Oriental, acreditando que, pelas suas características, poderá estar-se perante uma criação humana e não natural. Como, por exemplo, um sistema militar submerso.
Um dos quatro tripulantes do barco "Gracilaria", que naufragou ao largo de São Jorge, nos Açores, chegou esta noite são e salvo a casa. Os outros três pescadores continuam desaparecidos. As buscas serão retomadas esta terça-feira.
Paulo Jorge Silveira chegou ao início da noite ao porto de São Mateus da Calheta, na Terceira, e foi recebido com comoção pelos familiares, amigos e gentes da terra que o aguardavam ansiosamente depois do infortúnio que se abateu sobre o "Gracilaria", que deixou três pescadores desaparecidos.
Proveniente desta ilha dos Açores, o barco afundou-se no domingo à noite com quatro tripulantes a bordo. Apenas um seria encontrado esta tarde, com vida e consciente, junto de destroços.
"Um sobrevivente foi resgatado às 12h30 (13h30 em Lisboa) pela embarcação de pesca "Prancha", que emitiu o alerta às 12h09, relatou ao Expresso o Tenente Carlos Oliveira do Centro Coordenador de Busca e Salvamento Marítimo (MRCC) de Ponta Delgada, em São Miguel.
O naufrágio ocorreu a cerca de três milhas do farol de São Jorge, adiantou, por sua vez, o Tenente Martins, adjunto do capitão do porto da Horta.
As buscas pelos outros três tripulantes ficaram suspensas ao anoitecer, já passavam das 19h locais, devido à reduzida visibilidade, de acordo com o MRCC Delgada. À mesma hora, Paulo Jorge Silveira pisava finalmente terra firme e seguiria para o hospital, depois de ter sido transportado pelo barco "Prancha", que o salvou e esteve também envolvido nas operações.
Além desta embarcação de pesca, foram mobilizados para o local um helicóptero EH101, um avião da força aérea C295, uma lancha do Instituto de Socorros a Náufragos e uma corveta da Marinha.
O Expresso apurou que entre os desaparecidos encontra-se o proprietário do "Gracilaria", residente também em São Mateus da Calheta.
A Junta de Freguesia referiu ao Expresso que acompanha com "grande consternação" a situação, esperando que "não se façam juízos de valor, pois as pessoas não vão para o mar de ânimo leve".
As autoridades preveem retomar as buscas a partir das 6h desta terça-feira.



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