O skipper da embarcação, de nacionalidade francesa e 56 anos de idade, encontrava-se em estado grave devido a uma queda sofrida a bordo, apresentando um diagnóstico de eventual traumatismo crânio-encefálico e fractura do membro superior direito. O pedido de auxílio ocorreu na madrugada do dia 24 de novembro, através do MRCC Falmouth em Inglaterra, informando que o veleiro, com 3 tripulantes a bordo, requeria apoio médico para um dos tripulantes acidentados. Contactado o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODUMAR) do INEM, foi identificada a necessidade de evacuação urgente do tripulante.
O MRCC Delgada assumiu a coordenação da ação e empenhou a Corveta Baptista de Andrade que iniciou uma viagem de cerca de 58 horas para ir ao encontro do veleiro e proceder à evacuação do paciente. Neste período de tempo, o CODUMAR efetuou vários contactos telemédicos para aferir o estado do tripulante acidentado e aconselhar quanto à terapêutica a aplicar.
Na tarde do dia 26, o paciente foi transportado para a Corveta Baptista de Andrade, onde foi assistido pela equipa médica de bordo, cuja avaliação, em articulação com o CODUMAR, determinou a necessidade de prosseguir a evacuação com a máxima urgência. Assim, o MRCC Delgada solicitou a evacuação por meio aéreo ao Centro de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes (RCC Lajes), tendo aquele Centro empenhado um Helicóptero EH-101 Merlin da Esquadra 751, proveniente da Base Aérea das Lajes (BA4), e um avião C130 da Esquadra 501 estacionado na Base Aérea do Montijo (BA6), para realizar o acompanhamento do Helicóptero, muito por força das más condições meteorológicas que se faziam sentir no local.
Dado que o raio de ação do helicóptero se situa nas 350 milhas náuticas (650 quilómetros), a Corveta, já com o paciente a bordo, navegou para norte durante cerca de 40 horas, com mar bastante adverso, a fim de encurtar a distância e proceder ao transbordo do doente para o meio aéreo, o que veio a acontecer na manhã de ontem, 28 de novembro. O EH-101 aterrou ainda durante a tarde no heliporto do Hospital Divino Espírito Santo, local para onde o paciente foi transferido em situação estável.
Nesta missão foram contabilizadas cerca de 130 horas de navegação da Corveta Baptista de Andrade e 19 horas de voo das aeronaves, tendo o helicóptero realizado oito e o avião onze.
As condições meteorológicas na zona de operações eram bastante adversas, com ondulação de 7 metros e ventos na ordem dos 90 quilómetros por hora
Mar salgado
Perto de ti nasci e contigo cresci
Desde pequeno que contigo estou
Um homem de mim fez
Nas tuas águas puras e cristalinas
Ensinaste um homem com coração
Amar e repartir amor com devoção
A ti me entreguei nesta minha navegação
Enquanto navego em minha vida medito
Tenho sonhando e chorado sofrido e contemplado
Assim como tenho tomado o sabor do teu fel misturado do teu sal
Quando te zangas com tuas razões
Parecemos dois leões
Que conhecem suas posições das batalhas dos ventos
Tu guerreias por um lado e eu tento vencer por outro
Nesta minha labuta da vida, pela liberdade querida
Que me é muito querida com as honras desta nossa vida
Mas na hora da verdade fazes muita dor
Meu irmão e meu libertador
Tanto tiras, como me das muita dor
Nesta luta selvagem da nossa passagem da vida
Que nos é tão querida
Tu que nos acalmas com tua nevoa e neblina
Como uma ave de rapina
Nos fazes ter mais atenção e até se ouve o bater do coração
Nas procuras dos pontos estratégicos da navegação
Para encontrar o bem dito porto da razão
Ho mas sem ti e nada teria, sem sentir o sofrimento
Nada servia para uma vida de navegador
Tu que fizeste me mim um pai e um grande senhor
Tu que batizaste meu nome Marinheiro
Navegador para navegar o mundo inteiro
Entre padres e doutores, engenheiros e compradores
Tu que nos sustentas, com teus recheios das tuas águas
Há séculos que assim são inumeráveis
Que com as tuas ondas selvagens ceifas vidas
De pessoas que te são tão queridas
E nunca são devolvidas, e lhes dás o interno descanso em teu leito
Esses eternos lutadores, heróis desse teu mundo
Dessas lutas e combates do dia-a-dia de sua labuta
Na partilha do pão que deixavam para traz a sua verdadeira razão
O amor, fome, lar, e todo bem e assim como mal
E a ti se lançavam sem maldade, mas sim com ansiedade
De uma própria batalha da sobreviver da vida de sua família querida
Assim é e assim será minha batalha querida e amiga contigo mar querido
Assim serás a razão do meu navegar, com muito amor para te entregar
Te envio um abraço deste teu amigo e irmão de todo coração
Obrigado amigão sem ti nada seria em minha vida…
Autor-Jimmy o Marinheiro
Hoje lhe deixo aqui este herói do nosso tempo, de nome
MANUEL FRANCISCO TROCADO
Residente nas CAXINAS-VILA DO CONDE
Hoje reformado de uma longa vida no mar, homem pela sua coragem lutador e amigo do seu amigo, sempre pronto a ajudar o seu companheiro, uma das melhores ( linhas do tempo da pesca, do bacalhau) quer dizer muito bom pescador.
19 VIAGENS DE CEIS A OITO MESES A BORDO DO NAVIO BACALHOEIRO ADELIA MARIA QUE NESTE MOMENTO SE ENCONTRA COM 82 ANOS, GRANDE PESCADOR BACALHOEIRO, HOMEM QUE AINDA TEM MUITAS HISTORIAS PARA CONTAR, É SEMPRE MUITO AGRADAVEL CONVERÇAR COM ESTES HEROIS SEM FAMA.
Imaginem vocês 19 viagens as terras de newfondland, de grande banks, como se esqueceram destes heróis, porque o são vendo um pouco de sua memoria tem todo o seu valor.
Aqui ficam as minhas palavras e poucas mas com sentimento por quem lutou com muito sofrimento.
O meu muito obrigado ao SR Manuel Francisco Trocado
Com vista para o mar
Foi minha despedida
Meus olhos molhados
Neles tu navegavas
Entre o pensamento
E a solidão
Perdido na imensidão
Do oceano percorrido
Navegava eu com sentido
Dos meus sentimentos
Enfadados na tristeza
Do amor
Sim ai estava o enredo
Da solidão
Do mar percorrido
Deixava de ser colorido
Sem sabor e sem colorido
Ao sabor do vento
E do pensamento
Navegava solitariamente
Mas porque me tinha despedido
Na minha partida
Quando ao teu lado podia estar
Porque fugia
Em vez de te amar
E em voz alta gritar
Não quero partir
Mas sim, ao teu lado estar
Porque o meu amor
É grande e quero continuar
Amar...
isto era nos fins de semana quando os barcos encalhavam para esfregar os cascos
nas areias da Povoa de Varzim
Jimmy o Marinheiro
assim se brincava quando era-mos miudos,sem brinquedos.
uma replica dos barcos antigos, das caxinas-e-vila do Conde&Povoa de Varzim
aqui se contra esta foto do sr.Neca Amorim do porto da Povoa de Varzim quando
as motoras encalhavam na areia, fim de semana.
no fim de semana, e no verão.
Chegada do mar
Rever a rede de pesca, se há rasgos, ou seja buracos, para que quando se largem as redes
o peixe não fuja, por esse mesmo buraco.
depois da venda do peixe, na hora de pegar na bolsa e rumar a casa para descanso
Quase tudo pronto para voltar a casa.
Assim é a vida, depois da faina e descarga, as gaivotas limpam o resto do peixe
que fica no cais, e ao mesmo tempo sujam.
espero que tenha gostado deste capitulo do mar da sardinha.
Jimmy o Marinheiro
assim a ver o mar.
entre a terra e o mar
gozando o por de sol.
contemplando o por do sol
desejo-vos a todos um feliz fim de semana.
com um doce beijinho.
Jimmy o Marinheiro
aqui fica mais uma linda foto desta plataforma do mar do norte.
espero que gostem desta vista do mar aberto.
Jimmy o marinheiro
foi neste Navio bacalhoeiro de arrasto que fez uma viagem de oito meses.
Título de um pescador
o navio de arrasto que eu me refiro era idêntico a este e da mesma empresa,SNAB com o nome INVICTA.
Tinha acabado de naufragar no navio pesca do bacalhau, Rio Antuã na minha primeira viagem ao grande banco, da terra nova,
Tinha eu entre 19e20 anos! Ou era pesca nos grandes bancos ou tropa, e não sendo eu que escolhi o rumo da minha vida, era esse o meu destino.
Então embarquei no navio chamado Invicta da empresa dos armadores bacalhoeiros, S.N.A.B. penso que era uma empresa que pertencia ao estado não tenho bem a certeza se realmente era.
Numa viagem que demorou oito meses, esta era a minha segunda viagem, mas em tipo de pesca diferente porque esta era de arrasto, embarquei de pescador, e fez toda viagem de timoneiro, eram doze horas por dia agarrando a roda do leme, onde nas primeiras semanas os meus pés incharam, eram como uma pipa cheia de vinho, inchados, por motivo de estar doze horas de pé, foram horas de angustia, cada hora era um pesadelo, dava para tudo que era imaginação,
Então depois com o tempo brincava com a roda do leme, sabia todos segredos que ela tinha, era uma cadeira, era minha tábua de ginástica, meu companheiro das minhas saudades, que secava minhas lágrimas, minha tábua de lamentações, era ele que me ouvia, e tábua dos meus sonhos, mas que lindos se transformavam, havia de tudo um pouco, nos momentos da solidão que não se tinha noticias nem rádio, e quando se tinham, já essa dita carta tinha sido escrita a dois meses, mas mesmo assim eram bem saborosas. Voltando a pesca começamos pela terra nova no ano 1974 no vinte e cinco de Abril, me lembro muito bem quando chegamos a Portugal havia mudanças, com a revolução dos cravos.
Pescamos quatro meses e fomos acabar a viagem para norte da Noruega, fomos acabar de carregar o navio lá. Atravessamos o atlântico oceano para fazer mais quatro meses.foi a carga total do navio 14 mil quintais de peixe salgado e escalado.
nessa viagem deixamos o nosso cão perferido da tripulação em Noruéga, como nós diziamos que tinha encontrado uma noruéguesa linda e lá ficou, quando tinhamos dado por ela já era tarde para dar volta ao barco ou seja ao navio,
Quando lá chegamos nunca mais parou de se trabalhar, era todos os quartos fora e dentro 18 horas a trabalhar e seis a descansar, no de muito tempo os corpos começam a ceder com o cansaço, me lembro de um companheiro cortar a mão de propósito para tentar sua sorte para ficar na cama, mas foi em vão a sua tentativa.
Então o comandante mudou-me para o convés e ele para o leme, porque assim ele bem ou mal podia fazer leme com uma mão, e como era muito peixe, nos (quetes) lugar onde o peixe ficava para ser limpo, e escalado como se tratava do nosso querido bacalhau,
Mais uma tortura para mim, passo a explicar, como eu não estava habituado a esforços era somente leme que eu tinha vindo a fazer ao longo de cinco meses, e de repente teve que ir trabalhar no peixe, o corpo cedeu, o caso complicou-se quando me abriram os pulsos com o esforço do garfo, que nós lhe chamamos a forquilha, mas com o tempo tudo veio ao normal,
Me lembro muito bem que o fundo do Quete, nunca era limpo porque assim que as redes iam a água o barco era cheio de peixe, era peixe por quanto era barco, nunca tinha visto assim tanto bacalhau, foi carregar o navio até ao topo.
Foram oito meses de pesca, entre entrada e saída de Lisboa e entrada, para ganhar 15 mil escudos.
Era mesmo uma miséria e uma escravidão, aqui fica uma viagem mencionada, por um jovem pescador da época,
Em homenagem a todos pescadores bacalhoeiros da época um grande abraço.
Autor-Jimmy o Marinheiro


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